Paralisia do Sono no Sonho - Relato
Hoje, 21 de fevereiro de 2024, cheguei cedo na empresa em que trabalho. Com um tempinho livre sentei na cadeira que ocupo todos os dias, em frente a minha mesa e tirei um cochilo. Em instantes algo aconteceu.
Tinha apenas 20 minutos antes de registrar o ponto e dar início as atividades do dia, mas foi o suficiente para ter uma paralisia do sono dentro do sonho.
Sentei na cadeira, escorei a cabeça, adormeci. De repente me disperto, retorno a consciência, o meu espírito fica consciente porém o meu corpo está paralisado, e detalhe, eu estou dentro de um trem, sentado no banco que fica próximo as portas já no fundo do vagão. Eu encherguei o interior desse vagão em que estava, dava para ver o fundo onde tem a portinha de passagem do maquinista, parecia ser o primeiro vagão, devido o sentido que andava. Os tons de cores era uma mistura de esverdeado com alaranjado, e o trem, observando as características internas do vagão, era o modelo usado na linha expressa que sai de Santo André e vai até Tamanduateí, aquele modelo que antes era usado na linha que saía do Bráz e ia até Rio Grande da Serra e vice e versa. Em fim, estava eu lá paralisado, sem poder se mexer mas consciente, não tinha mais ninguém além de mim dentro do vagão, ou se tivesse eu não pude perceber. Estava de noite ou madrugada, pois lá fora era muito escuro. O trem chega em uma estação, era a estação de Santo André, pude perceber pela plataforma, vi aquela rampa com portas giratórias para saída. Parecia que eu tinha saído do Bráz e ali chegava. O trem parou a porta direita se abriu e fiquei ali parado sem poder se mexer mas sabia que tinha que sair. Fiquei pensando, tenho que se mexer, tenho que levantar, vou me atrasar para o trabalho. Nisso percebi que bem na minha frente tinha uma placa de vidro transparente que ia do chão ao teto, minha cabeça estava encostada nessa placa, ela me impedia de levar ou fazer qualquer movimento. Depois de muito se esforçar para fazer qualquer movimento, consegui mexer meu corpo, foi então que acordei aqui sentado na cadeira do escritório, e já estava perto do horário para registrar meu ponto de entrada.
Foi uma experiência rápida mas incrível, depois de já está acordado é que lembrei que poderia ter relaxado, mantendo a calma e assim ter tentado uma saída do corpo ou desdobramento astral consciente. Mas fica para a próxima. E sim, trabalho atualmente em Santo André, faço esse percurso a dez anos, vindo do Bráz pra cá, o que ficou mais fácil formar em minha mente as características do lugar e perceber os detalhes.
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